Barrados no baile

A Comissão Especial de Análise do Plano de Mobilidade Urbana de Manaus (Plan/Mob-Manaus) recebeu , até sexta-feira, emendas ao projeto, chamado de instrumento de política de desenvolvimento urbano. Ficaram de fora a Universidade e o Setor Produtivo de uma discussão que não pode dispensar quem produz conhecimento muito menos quem paga a conta.

Correção inadiável

Dado o clima de toque da caixa para aprovação do Plano, resta agora, no andar, acelerado dessa carruagem, exigir aos assessores prefeito Arthur Neto o compromisso se corrigir a inaceitável distração. Afinal, cartas e ofícios, além de recomendações explícitas em audiências públicas foram disparadas. Todas propondo caminhos e detalhando soluções.

O saber e a produção


As empresas e os especialistas tentaram formular algumas questões do ponto de vista dos trabalhadores e das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus, ou seja, o setor produtivo, sem o qual seria outra a paisagem, e outros os instrumentos de gestão da mobilidade das pessoas. E a academia, paga pelo contribuinte para sistematizar o saber que ajuda a compreender o existir.

Sem reflexão nem ordem


É estranho, para não dizer inábil, do ponto de vista da lógica aristotélica, ignorar atores tão determinantes no resguardo da realidade onde existimos e de onde extraímos os instrumentos de sobrevivência e convivência social. Sem Filosofia não há harmonia e sem lógica não há organização.

E a contrapartida?


Como dar suporte à mobilidade se o lugar onde ocorre a geração da receita foi excluído de consideração? O lugar, hoje, se encontra esburacado e depauperado. É isso e competência, fundamentalmente, municipal. No caso da arrecadação municipal, mais da metade dos impostos urbanos e de serviços é coletada no polo industrial de Manaus.

Esqueceram de nós


Se as demandas de audição popular parecem ter usado o paraquedismo de última hora para alcançar a atenção geral, os recursos que vão assegurar sua implantação, lembremos, saem da contribuição efetiva do setor produtivo, o fator descuidado desta equação da imobilidade. Empresas e trabalhadores foram barrados do baile e enterrados numa buraqueira Lunar.

Ninguém merece


• "Ninguém pode ficar de fora", gritou o CIEAM há seis meses, em editorial publicado pelo Maskate. " insistimos em deixar clara a necessidade da inclusão de todos, no formato e no conteúdo, do Plano".
• A proposta da entidade foi "…democratizar o atendimento de expectativas, especialmente dos atores responsáveis pela geração de riqueza, a base material do emprego, da arrecadação, e do próprio exercício da função pública".
• E o que é a FUNÇÃO PÚBLICA senão atender os interesses e necessidades do cidadão. "NINGUÉM PODE FICAR DE FORA", foi repetido em editoriais e emissão de expedientes seguido.
• Para garantir o andamento das discussões do Plano de Mobilidade Urbana em favor de toda Manaus. "Por isso, somos instados a pensar que as audiências públicas foram feitas para não ouvir".

Fonte: Maskate